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terça-feira, julho 7, 2026

Pecuária leiteira enfrenta pressão sobre margens apesar de produção recorde em 2025

A pecuária leiteira brasileira tem dificuldade para manter a rentabilidade diante de custos elevados e impactos climáticos, apesar da produção de 38 bilhões de litros de leite em 2025. Produtores relatam que a alta de despesas compromete as margens e exige ajustes na gestão das propriedades.

Quem: produtores de leite e especialistas em zootecnia. O que: queda de margem de lucro mesmo com recuperação parcial do preço do leite. Quando: dados e contexto atualizados em 2025. Onde: no Brasil. Como: pela combinação de custos operacionais crescentes e mudanças climáticas que afetam pastagens. Por quê: aumento de despesas como energia e mão de obra e riscos climáticos, como o surgimento do fenômeno El Niño.

Preço do leite e custos

Segundo o Cepea, o preço médio do leite cru pago ao produtor subiu para R$ 2,66 por litro. Apesar da retomada, o valor segue abaixo dos R$ 2,74 registrados em abril de 2025 e distante do pico de R$ 3,57 alcançado em julho de 2022. Esse cenário coloca pressão sobre a margem operacional, que é impactada por custos como energia elétrica e mão de obra.

Para a médica-veterinária Vanessa Amorim Teixeira, especialista em Zootecnia, a resposta passa pela gestão eficiente das propriedades. Ela destaca que aumentar apenas a produção não basta: é preciso otimizar os recursos disponíveis e controlar rigorosamente as despesas para preservar a competitividade.

Clima e produção

O clima também vem sendo apontado como fator crítico. A formação do El Niño pode provocar temperaturas mais altas e precipitação irregular, prejudicando a qualidade e a disponibilidade de pastagens. A menor oferta de forragem compromete a nutrição do rebanho e reduz o volume produzido por animal.

A falta de água e alimento pode elevar o estresse térmico e nutricional dos animais, afetando saúde e desempenho, o que reforça a necessidade de adaptação das propriedades às condições climáticas adversas.

Medidas recomendadas

Especialistas indicam planejamento estratégico, com formação de reservas de forragem e controle firme dos custos operacionais. Práticas como pastejo rotacionado e manejo adequado das pastagens são citadas como meios de aumentar a eficiência produtiva e reduzir a vulnerabilidade a secas ou chuvas irregulares.

Investimentos em infraestrutura, por exemplo cercamento das áreas de pastejo, podem melhorar o uso das pastagens e diminuir a dependência de suplementação, um dos principais itens de custo na produção de leite. A combinação de tecnologia e gestão é apontada como caminho para que produtores se ajustem ao novo contexto e mantenham a atividade economicamente viável.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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