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quarta-feira, julho 8, 2026

Promotor do Oregon pedirá suspensão de 60 dias no acordo de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros.

Promotor do Oregon quer atrasar fusão para analisar documentos sobre lobby

O procurador-geral do estado de Oregon, Dan Rayfield, anunciou nesta terça-feira (7) que irá solicitar à Justiça local a suspensão por 60 dias da proposta de aquisição da Warner Bros. pela Paramount, estimada em US$ 110 bilhões, alegando que a empresa reteve documentos relativos às suas ações de lobby.

Segundo Rayfield, a medida será pedida a um tribunal do condado de Multnomah para que a Paramount entregue os registros solicitados e para impedir a conclusão do negócio até que o estado possa examinar essas informações. A empresa informou ao Oregon que não pretende fechar a operação antes de 16 de julho.

O estado busca, entre outros materiais, documentos ligados ao chamado “Project Warrior”, nome interno usado pela Paramount para iniciativas voltadas à obtenção de aprovações regulatórias da fusão. Oregon também quer registros sobre tentativas da empresa de fazer lobby junto ao governo do então presidente Donald Trump e sobre eventuais contribuições da Paramount na redação do comunicado do Departamento de Justiça dos EUA que declarou aprovação da operação.

O pedido do procurador menciona laços entre o bilionário Larry Ellison, pai do CEO David Ellison e cofundador da Oracle, e o presidente Trump, além da contratação, pela Paramount, de ex-integrantes da administração Trump. Documentos que o estado pretende apresentar à Justiça e que foram examinados pela Reuters indicam que autoridades políticas do Departamento de Justiça podem ter divergido de advogados de carreira do órgão em relação à decisão sobre a fusão; essa informação consta de reportagem do Wall Street Journal citada pelo Oregon.

Um porta-voz da Paramount respondeu que os dados exigidos pelo estado “não têm qualquer relação com o fato de essa operação cumprir ou não as leis antitruste do estado” e que não constituem motivo legítimo para postergar uma transação que a empresa considera legal e benéfica à concorrência. A companhia afirmou ainda já ter fornecido ao Oregon os documentos que considera relevantes para a análise.

Em comunicado divulgado no mês passado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos declarou acreditar que o acordo tende a aumentar a concorrência no ecossistema de mídia e entretenimento, trazendo benefícios a consumidores e trabalhadores americanos.

Além do Oregon, estados como Califórnia e Nova York e outros governos estaduais vêm preparando ações judiciais para tentar barrar a operação, com base em leis que impedem fusões que reduzam ilegalmente a concorrência. Críticos do negócio — incluindo atores, roteiristas e trabalhadores do setor de mídia — indicam que a junção entre as empresas pode acarretar perda de empregos.

G1 – Leia a matéria original

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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