Os Estados Unidos impuseram novas sanções relacionadas ao Irã, apontando como alvo o banqueiro e empresário iraniano Ali Ansari, residente em Dubai, além de outras pessoas e entidades ligadas a redes financeiras iranianas. As medidas foram justificadas pelo Departamento do Tesouro como parte de esforços para interromper fluxos financeiros que, segundo o governo americano, sustentam atividades da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e da elite do regime.
O Tesouro descreveu Ansari como um “importante financiador” do novo líder iraniano, Mojtaba Khamenei, e informou que ele teria desviado recursos públicos para constituir um amplo portfólio de imóveis e participações comerciais no exterior. De acordo com a autoridade americana, esses recursos beneficiaram o próprio empresário, membros da elite governamental e a IRGC. O Reino Unido já havia sancionado Ansari anteriormente, por suposto papel no apoio financeiro às atividades da Guarda Revolucionária.
Entre as medidas anunciadas está a inclusão de importantes casas de câmbio iranianas na lista de alvos do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro. Conforme a nota do governo americano, essas casas de câmbio teriam movimentado bilhões de dólares por ano em nome de bancos iranianos que já estão sancionados, valendo-se de uma rede de empresas de fachada para ocultar operações financeiras consideradas ilícitas pelo Executivo dos EUA.
O anúncio das sanções ocorre em meio a um recrudescimento das tensões na região do Estreito de Ormuz. Segundo autoridades americanas citadas pelo comunicado, na semana anterior três navios-tanque comerciais — pertencentes ao Catar e à Arábia Saudita — teriam sido alvos de disparos atribuídos a forças iranianas. Esses incidentes teriam provocado uma resposta militar dos Estados Unidos contra alvos no Irã, seguida por ataques iranianos a instalações militares americanas em países do Golfo.
O Departamento do Tesouro informou que as novas sanções visam desmantelar as estruturas usadas para mover fundos e proteger ativos que, segundo Washington, sustentam capacidades militares e a influência regional do Irã.
Fonte: G1


