Autoridades comerciais dos Estados Unidos abriram investigação sobre chips de memória da Samsung Electronics e produtos que utilizam esses componentes, após reclamação da Netlist.
A Comissão de Comércio Internacional dos EUA (USITC) informou, na quarta-feira (15), ter recebido uma petição da Netlist, empresa sediada na Califórnia, acusando a Samsung e suas subsidiárias americanas de violar patentes relacionadas à memória dinâmica de acesso aleatório (DRAM). A investigação também abrange produtos vendidos por Google, Nvidia, Broadcom e Super Micro Computer que utilizam esses chips.
A Netlist solicitou à USITC que imponha uma proibição de importação dos chips e dos produtos mencionados, além de determinar que as empresas parem de comercializá-los nos Estados Unidos. O caso seguirá para uma audiência conduzida por um juiz administrativo da comissão, que analisará as provas e emitirá uma determinação inicial. Essa decisão inicial pode ser revista pela própria USITC.
A comissão indicou que definirá, em até 45 dias, o cronograma para a conclusão da investigação. Qualquer decisão resultante entrará em vigor imediatamente e se tornará definitiva após 60 dias, exceto se for revertida pelo Representante de Comércio dos EUA (USTR) por motivos de política comercial.
Os componentes em disputa são considerados essenciais para servidores usados na expansão de serviços de inteligência artificial, observou a USITC. A demanda por chips de memória aumentou nos últimos anos, à medida que grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos aceleraram a construção de centros de dados para suportar operações de IA, impacto que elevou os preços de componentes produzidos por fabricantes como Samsung, SK Hynix e Micron.
A acusação da Netlist integra uma disputa de patentes de longa duração sobre tecnologias de memória de alto desempenho. Em 2024, um júri no Texas determinou que a Samsung pagasse US$ 118 milhões à Netlist por violação de patentes relacionadas a tecnologias de processamento de dados empregadas em produtos de memória. Em 2023, outro veredicto favorável à Netlist resultou em um valor de US$ 303 milhões em um caso semelhante.
Samsung, Google (controlada pela Alphabet), Nvidia, Broadcom e Super Micro Computer não responderam imediatamente a pedidos de comentário da Reuters.


