O Banco de Brasília (BRB) e a gestora de recursos Quadra Capital interromperam as negociações iniciadas em abril que visavam a criação de um fundo para transferir ativos do BRB originados de operações com o Banco Master. A operação, conforme prevista nas tratativas, poderia envolver até R$ 15 bilhões, combinando parte do valor pago à vista e parte convertido em cotas do fundo a ser estruturado.
Em comunicado, o BRB informou que as conversas foram encerradas de forma consensual ao término do prazo negociado entre as partes. Segundo o banco, a decisão de interromper as negociações decorreu de divergências sobre os parâmetros econômicos e financeiros considerados adequados para a transação.
O BRB declarou que, diante desse cenário, optou por gerenciar diretamente o processo de administração e recolocação dos ativos no mercado. A direção do banco destacou que essa escolha está alinhada a uma postura prudente, com foco na geração de valor e na proteção dos interesses de acionistas, clientes e demais públicos de relacionamento.
Na nota, a instituição reafirmou sua solidez, informando que mantém posição adequada de liquidez e plena capacidade operacional para executar sua estratégia de negócios. O BRB também afirmou que clientes e o mercado podem manter a confiança na instituição, que segue concentrada na sustentabilidade de longo prazo, na segurança das operações e na prestação de serviços com excelência.
O anúncio ocorre em meio a uma crise envolvendo o BRB em função de operações e negociações com o Banco Master realizadas entre 2024 e 2025, cujo montante total, segundo o próprio banco, alcançou R$ 30 bilhões. Em 24 de junho, foi sancionada lei que autoriza o acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões relacionado ao caso.
Com o fim das tratativas com a Quadra Capital, o BRB seguirá a gestão direta dos ativos vinculados às operações com o Banco Master, sem a estruturação do fundo que vinha sendo estudada desde abril.


