Irregularidades e procedimentos por não habilitados elevam riscos e deixam sequelas
O aumento de procedimentos estéticos realizados por pessoas sem formação adequada tem gerado preocupação entre especialistas e provocado complicações que vão além da insatisfação com o resultado. Segundo alerta de um docente do Senac, o uso de produtos irregulares e de técnicas caseiras contribui para a elevação dos danos decorrentes desses procedimentos.
Um estudo brasileiro, publicado na revista científica Dermatologic Surgery, aponta que 17% das complicações associadas a procedimentos feitos por profissionais não habilitados resultaram em sequelas permanentes. A pesquisa reforça a gravidade dos riscos quando intervenções estéticas são executadas fora dos padrões profissionais e com materiais ou métodos inadequados.
Especialistas consultados indicam que a combinação entre a falta de qualificação dos responsáveis pelos procedimentos e a utilização de insumos sem registro ou controle sanitário aumenta a probabilidade de efeitos adversos. Técnicas realizadas de forma improvisada, em ambiente domiciliar ou por pessoas sem formação específica, têm sido associadas a quadros que exigem tratamento corretivo e, em alguns casos, deixam marcas permanentes.
O alerta do docente do Senac destaca que a popularização de procedimentos estéticos e a facilidade de acesso a produtos contribuem para a disseminação de práticas sem supervisão técnica apropriada. A consequência, segundo a avaliação apresentada, é um aumento nas ocorrências de complicações que demandam acompanhamento médico e, quando não corrigidas adequadamente, podem causar prejuízos irreversíveis.
Com base no levantamento publicado na Dermatologic Surgery, a preocupação dos profissionais de saúde e da educação técnica busca reforçar a importância de buscar procedimentos com profissionais habilitados e de evitar o uso de produtos e métodos caseiros.
O debate sobre segurança em procedimentos estéticos volta a ganhar destaque diante dos dados que mostram proporção significativa de sequelas permanentes em casos atribuídos a intervenções feitas por não habilitados.
Com informações de Udiempauta

