Do interior de São Paulo para universidades de elite dos EUA
Mateus e Camila Shida, gêmeos de 18 anos naturais de Bastos (cidade de cerca de 20 mil habitantes no interior de São Paulo), foram aprovados em duas instituições americanas reconhecidas mundialmente: o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Universidade Cornell. A trajetória dos irmãos reúne práticas familiares, atividades extracurriculares e apoio escolar que, segundo eles, contribuíram para as aprovações.
Quem: Mateus e Camila Shida; pais: mãe dentista, pai agrônomo; mãe identificada como Lucila.
O que: aprovações no MIT (Camila) e em Cornell (Mateus) ao final da educação básica.
Quando: aos 18 anos; a confirmação da aprovação de Camila no MIT ocorreu em 14 de março (Pi Day).
Onde: Bastos, interior de São Paulo, e posteriormente em São Paulo, onde estudaram presencialmente no ensino médio.
Como: segundo relatos da família, várias práticas compuseram a rotina de formação dos gêmeos. Desde bebês, livros eram deixados próximos aos berços e a leitura diária foi incentivada. Os irmãos não tiveram contato com celular até os 15 anos; em vez de telas, jogavam jogos de tabuleiro e cartas. A alfabetização em português aconteceu por volta dos 2 anos; em inglês, aos 3 anos, com o auxílio de três professoras particulares (duas online e uma presencial).
Camila enfrentou leucemia aos 2 anos e ficou internada por oito meses em São Paulo; a mãe aproveitou esse período para estimular leitura e outras atividades sem uso de telas. A dupla também teve participação intensa em soroban (ábaco japonês), com treinos que chegaram a cinco horas diárias no caso de Mateus, e competições internacionais em Taiwan e no Japão. Ambos participaram de diversas olimpíadas científicas e competições acadêmicas ao longo da adolescência.
Na fase final do ensino fundamental, receberam tutoria à distância do Curso Etapa; no ensino médio, mudaram-se para São Paulo e conseguiram bolsas de 75% (Camila) e 100% (Mateus) para estudar presencialmente na instituição.
Outros elementos: a influência da cultura japonesa em Bastos é citada como marco de valores como gratidão e retribuição. Os gêmeos desenvolveram trabalho voluntário dando aulas de matemática em escolas públicas. A rotina também incluiu esportes como dança, baseball e beach tennis.
Familiares próximos têm histórico acadêmico semelhante: duas primas estudam nos EUA (Universidade de Michigan e Notre Dame) e a irmã mais velha cursa medicina na Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein. As famílias afirmam que o ambiente de apoio e ambição coletiva ajudou a tornar viável o sonho de estudar no exterior.
O custo estimado para estudar em universidades como MIT ou Cornell é apontado entre US$ 90 mil e US$ 100 mil por ano; as instituições citadas oferecem mecanismos de apoio financeiro, incluindo avaliação de necessidade econômica após a admissão (MIT) e análise do perfil acadêmico e da realidade do candidato (Cornell).
Fonte: G1


