Um tamanduá com ferimentos foi transportado ao 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros em Uberlândia depois de ser encontrado mancando em uma estrada vicinal nas proximidades de uma fazenda onde o achado foi comunicado.
De acordo com a corporação, o funcionário que localizou o animal optou por levá‑lo diretamente ao batalhão. O tamanduá chegou na carroceria de uma caminhonete apresentando lesões e dificuldade para apoiar uma das patas.
Ao chegar à unidade, o animal ficou sob os cuidados da equipe de atendimento à fauna do Corpo de Bombeiros. Na manhã do sábado (22), ele foi encaminhado para realização de avaliação pela equipe veterinária da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
Até o momento não há informações públicas sobre a gravidade dos ferimentos nem previsão de retorno do animal ao seu habitat natural.
Especialistas ouvidos pela corporação apontam que a aparição de animais silvestres nas imediações urbanas tende a aumentar em períodos de calor e estiagem. Com as temperaturas elevadas, espécies deslocam‑se com maior frequência à procura de água, alimento e locais com condições de abrigo mais favoráveis.
O veterinário Bandarra esclareceu que a redução de pontos de água em rios e córregos pode forçar maiores deslocamentos de animais. Ele ressaltou também que a perda de habitat, causada pela retirada da vegetação e pela ocupação de áreas naturais, leva as espécies a buscar abrigos mais protegidos que ofereçam melhor conforto térmico e disponibilidade de alimento.
A seca e as queimadas são citadas como fatores que alteram o comportamento da fauna: incêndios podem destruir ou modificar o ambiente usado pelos animais, fazendo com que eles deixem suas áreas habituais em busca de segurança. Por isso, a presença de um animal silvestre fora do habitat nem sempre indica que ele esteja perdido.
Em casos de ferimento, a orientação é evitar contato direto e acionar equipes especializadas. Em Uberlândia, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193. A Polícia Militar de Meio Ambiente e equipes de manejo de fauna também estão aptas a atender esse tipo de ocorrência.
As autoridades recomendam manter distância do animal, não oferecer comida ou água e não tentar transportá‑lo por conta própria, sobretudo quando houver sinais de lesão. O manejo inadequado pode agravar lesões, causar estresse ao animal ou colocar as pessoas em risco.
Fonte: Uberlandianofoco


