O Tribunal Superior do Trabalho (TST) adiou o julgamento sobre a greve dos Correios, que foi remarcado para quinta-feira (24), às 15h30. A Corte analisa o dissídio coletivo provocado pela paralisação e avaliará, entre outros pontos, o pedido da empresa para que a Justiça do Trabalho reconheça a greve como abusiva.
A sessão originalmente estava agendada para segunda-feira (21), mas foi suspensa pelo presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, após a apresentação de novos documentos pelos Correios. A estatal protocolou o material na noite de sexta-feira, integrando a argumentação para fundamentar o pedido de reconhecimento de abusividade da paralisação.
O tribunal informou que as entidades que representam os trabalhadores não tiveram tempo suficiente para examinar a documentação recém-protocolada e preparar suas manifestações. Em razão disso, o presidente do TST estabeleceu prazo de 48 horas para que as federações apresentem suas considerações antes que o julgamento seja retomado.
O que está em análise
O processo trata do dissídio coletivo relacionado à paralisação dos empregados dos Correios. Entre os temas que serão apreciados pelos ministros está a alegação da empresa de que a greve foi abusiva. Os novos documentos entregues pela companhia compõem a base de sua solicitação e poderão ser contestados pelas federações durante o prazo concedido.
A suspensão determinada pelo presidente do TST não constitui decisão sobre a legalidade ou abusividade da greve; essa questão permanece pendente e será decidida quando o tribunal retomar o julgamento na data e horário marcados.
A continuidade da sessão foi marcada para quinta-feira (24), às 15h30, quando os ministros deverão retomar a análise do dissídio coletivo após o recebimento das manifestações das representações sindicais.
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