Os contratos futuros do café arábica avançaram mais de 1% na ICE Futures US, em uma movimentação atribuída a níveis reduzidos de estoques certificados e a dúvidas sobre o impacto do fenômeno climático El Niño na produção.
Operadores e participantes do mercado apontaram que os baixos volumes certificados disponíveis na bolsa aumentaram a sensibilidade dos preços a notícias sobre oferta e clima. Além disso, a preocupação com a qualidade futura dos grãos também contribuiu para a alta no pregão, segundo participantes que acompanham as negociações.
No Brasil, o mercado físico do café apresentou ritmo de comercialização moderado, com negócios ocorrendo de forma cautelosa diante do cenário global mais volátil. Esse comportamento reflete a combinação entre oferta interna e as expectativas externas relacionadas ao clima e aos estoques internacionais.
Em termos de comércio exterior, as exportações brasileiras de café em outubro registraram uma elevação no volume diário embarcado, indicando maior movimentação logística no período. Contudo, o preço médio pago pelas cargas exportadas mostrou retração, resultado que ajusta a receita média obtida pelos embarcadores frente ao aumento do volume.
O movimento de preços nos mercados futuros e as condições de comercialização no mercado físico evidenciam a interdependência entre estoques certificados, variáveis climáticas e indicadores de qualidade, fatores que têm guiado decisões de compra e venda tanto em bolsas internacionais quanto no comércio interno do Brasil.
As informações sobre a valorização na ICE Futures US e os dados do mercado físico e de exportações em outubro foram divulgadas em levantamentos de mercado e registros das atividades de embarque, sem apresentação de números específicos nesta comunicação.
Fonte: Uberlandianofoco


