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sexta-feira, maio 1, 2026

ApexBrasil projeta até US$ 1 bilhão a mais nas exportações brasileiras no primeiro ano do acordo UE-Mercosul

Projeção da ApexBrasil para o comércio entre Brasil e União Europeia

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que o Brasil poderá ampliar suas exportações em até US$ 1 bilhão já no primeiro ano de vigência do Acordo entre o Mercosul e a União Europeia. A previsão considera 543 produtos apontados pela agência como os que têm maior potencial de ganho imediato.

O aumento projetado refere-se a um universo de cerca de 5 mil itens do Mercosul que passam a ter tarifa zerada a partir de sexta-feira, 1º de maio. Com a entrada em vigor do acordo, aproximadamente 54% das exportações do bloco deixam de ter cobrança de tarifas, enquanto perto de 10% dos produtos europeus terão os mesmos benefícios ao acessar o mercado sul-americano.

Entre os produtos com maior capacidade de impulsionar as vendas externas brasileiras, a ApexBrasil cita mel, uvas, geradores elétricos, aeronaves, motores e couro. O presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, afirmou que a eliminação de tarifas pode decidir a viabilidade de negócios que seriam prejudicados por tributos de 3% ou 7%, e que a medida cria espaço imediato para aumentar a participação de produtos brasileiros no mercado europeu.

Muller também destacou que o segmento de aeronaves, com a tarifa zerada, pode acessar um mercado estimado em cerca de US$ 16 bilhões.

A União Europeia é apontada pela agência como o segundo maior importador mundial. Os países do bloco movimentam juntos cerca de US$ 7,4 trilhões em importações, das quais mais de US$ 3 trilhões vêm de mercados fora do próprio bloco. O mercado europeu é, segundo a ApexBrasil, aproximadamente nove vezes maior que o do Mercosul, e sua abertura estaria ocorrendo em ritmo até cinco vezes mais acelerado — fatores que podem ampliar a inserção internacional de empresas brasileiras.

Quanto aos efeitos para o consumidor final, a agência prevê que a redução de preços não deverá ser imediata. O impacto inicial tende a se concentrar nas empresas exportadoras; os benefícios para o consumidor devem surgir de maneira gradual, à medida que os fluxos comerciais se ajustem e os produtos passem a chegar mais baratos aos mercados.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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