Quem e o quê: A Walt Disney Co. determinou que gestores busquem uma redução de 20% nas despesas sob sua alçada e está avaliando a demissão de milhares de funcionários, conforme reportagem da Bloomberg publicada em 2 de novembro de 2026.
Por que: A medida faz parte de um esforço de reestruturação para enfrentar mudanças estruturais no setor de entretenimento, citadas pela empresa, como o avanço da inteligência artificial, o recuo da receita de bilheteria, maior concorrência no mercado de streaming e a desaceleração do público internacional em seus parques temáticos.
Como: A companhia pediu que gestores encontrem formas de reduzir gastos, o que pode envolver revisão de despesas, reorganização de equipes e outros ajustes operacionais. De acordo com a reportagem, algumas áreas da Disney deverão suportar uma parcela maior dos cortes do que outras.
Destinação da economia: Parte dos recursos poupados com a redução de custos deverá ser reinvestida em produções cinematográficas e televisivas, em tecnologia, nos parques temáticos e nos negócios de cruzeiros da empresa.
Contexto e histórico de cortes: Ao fim do ano fiscal de 2025, a Disney tinha cerca de 231 mil funcionários. Nos últimos anos a empresa vem promovendo corte de pessoal para melhorar a rentabilidade. Em setembro de 2026, a companhia dispensou algumas centenas de funcionários nas áreas de recursos humanos e tecnologia. Em abril do mesmo ano, foram eliminadas cerca de mil vagas em setores como marketing, estúdios, televisão e ESPN. Em 2023, a Disney anunciou o corte de 7 mil postos como parte de um plano para economizar US$ 5,5 bilhões em despesas.
Situação atual: A companhia ainda não definiu o número total de demissões que poderá ocorrer com a nova rodada de ajustes. A iniciativa é apresentada internamente como uma forma de reduzir custos e direcionar investimentos para prioridades estratégicas.


