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sábado, junho 13, 2026

Dor menstrual faz 40% das alunas faltar às aulas todo mês, aponta pesquisa

Uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Alana em parceria com o Instituto Equidade.Info aponta que 40% das alunas brasileiras deixam de comparecer à escola pelo menos uma vez por mês devido a sintomas relacionados à menstruação. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (26), ouviu 2,5 mil estudantes e 303 professoras e professores do Ensino Fundamental e Médio, de redes públicas e privadas de todas as regiões do país.

Segundo a amostra, a cólica menstrual é o sintoma mais citado, relatado por 57,7% das alunas. Outros problemas mencionados incluem cansaço e dor no corpo (30%), dor de cabeça (28%), vergonha e medo de vazamento (19%) e falta de banheiro ou de produtos de higiene adequados (8%).

O estudo também indica que as ausências mensais por motivos menstruais atingem 12% das docentes. Especialistas envolvidos na pesquisa alertam para a dimensão de saúde pública do problema e defendem a necessidade de políticas integradas entre saúde e educação para tratar a questão, incluindo justificativa das faltas, reforço escolar e cuidado integral das estudantes.

“As meninas tendem a faltar mais na escola do que os meninos e há uma relação entre a intensidade da dor e o absenteísmo. Se essas questões não estão endereçadas, o direito universal da educação não está sendo atendido para essas meninas”, afirma Guilherme Lichand, professor da Universidade de Stanford e responsável pela supervisão técnica da pesquisa.

A investigação também aponta que a menstruação ainda é pouco debatida no ambiente escolar: 36,8% dos meninos dizem não pensar muito sobre o tema, percentual maior que o observado entre as meninas (19,7%). Em relação à idade de início da menstruação, 36,5% das alunas menstruam até os 10 anos, e 65,2% têm a primeira menstruação até os 11 anos.

Para a líder da iniciativa de endometriose, dor pélvica e saúde menstrual do Instituto Alana, Sofia Reinach, a resposta escolar precisa contemplar duas frentes: compensação do conteúdo perdido e políticas que evitem punições às alunas pelos dias de ausência causados pela dor. “Meninas e meninos devem ser incluídos e falar sobre o tema desde o início do Ensino Fundamental”, diz Sofia.

O relatório destaca a importância de tratar a dor menstrual como um problema recorrente de impacto funcional, e não apenas como desconforto individual, e sugere a implementação de ações coordenadas nas escolas para reduzir o absenteísmo e seus efeitos na aprendizagem.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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