O edital do Enem 2026, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), determina que participantes diagnosticados com transtorno de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou fibromialgia poderão contar com um acompanhante autorizado durante os dias de aplicação do exame. Trata-se da primeira vez que o exame prevê esse tipo de suporte específico.
Como funcionará o acompanhamento
De acordo com o Inep, o acompanhante ficará em uma sala reservada e monitorada por fiscais, disponível para ser acionado quando o candidato necessitar de acolhimento ou estabilização emocional. O espaço também poderá ser utilizado por profissionais que auxiliem participantes com necessidade de apoio para ir ao banheiro ou se alimentar durante a prova.
Para ter direito ao recurso, o participante deverá apresentar documentação comprobatória, como laudo médico, no momento da solicitação do atendimento especializado, conforme os critérios estabelecidos no edital.
Fibromialgia e outras condições
O edital inclui a fibromialgia entre as condições que poderão receber esse atendimento. A fibromialgia é descrita pelo Inep como uma síndrome crônica caracterizada principalmente por dor generalizada no corpo, frequentemente acompanhada por fadiga intensa, alterações do sono, dificuldade de concentração e sensibilidade aumentada ao toque.
Lista de atendimentos especializados
O Inep afirma que sua política de acessibilidade para o Enem contempla pessoas com deficiências, transtornos e necessidades específicas de saúde, além de situações como gestação, lactação, internação hospitalar e mobilidade reduzida. Todos os recursos devem ser solicitados previamente. Entre os atendimentos já previstos estão: prova ampliada e superampliada; videoprova em Libras; leitor de tela em computador; tradutor-intérprete de Libras; leitura labial; auxílio ledor; auxílio para transcrição das respostas; guia-intérprete para pessoas com surdocegueira; mobiliário acessível; sala adaptada para pessoas com mobilidade reduzida; sala para lactantes; aplicação em classe hospitalar; tempo adicional de 60 minutos; e calculadora para participantes com discalculia.
O Inep lembra ainda que o Enem foi uma das primeiras avaliações do país a oferecer prova em Braille e que, desde 2020, permite a escrita e a correção da redação nesse sistema tátil, voltado a pessoas cegas ou com baixa visão.
Demanda por atendimentos
Segundo o instituto, o número de participantes que recorrem a atendimentos especializados cresceu significativamente nos últimos anos: passou de 30.856 em 2022 para 89.770 em 2025, um aumento de 191%.
Fonte: G1


