O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, lançaram neste sábado (30), no Rio de Janeiro, a Tela Brasil, a primeira plataforma pública federal de streaming dedicada ao audiovisual brasileiro. O evento de lançamento ocorreu durante o Rio2C 2026, na Cidade das Artes.
A plataforma estreia com 555 obras produzidas entre 1910 e 2025, incluindo filmes, séries, documentários e materiais educativos. Segundo o Ministério da Cultura, o objetivo é ampliar o acesso da população às produções nacionais e reunir parte da memória cultural do país em um único ambiente digital. O ministério também assinou um acordo de cooperação técnica com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para incrementar o acervo.
Catálogo e destaques
O catálogo inicial é composto por:
- 267 curtas-metragens;
- 139 longas-metragens;
- 85 médias-metragens e telefilmes;
- 64 séries e produções seriadas.
Entre as obras listadas, há 19 títulos que representaram o Brasil na disputa pelo Oscar, além de produções premiadas em festivais nacionais e internacionais.
Clássicos do cinema nacional fazem parte da seleção inicial, entre eles: Deus e o Diabo na Terra do Sol, Terra em Transe, Barravento, O Pátio, A Hora da Estrela, Xica da Silva, Central do Brasil, Cidade de Deus, Carandiru, Olga, O Quatrilho, O Que É Isso, Companheiro? e Cinema, Aspirinas e Urubus.
Como acessar
O acesso à Tela Brasil é gratuito. Para assistir aos conteúdos, o usuário deve entrar no site oficial da plataforma, fazer login com uma conta Gov.br e selecionar a obra desejada para iniciar a reprodução. A página oficial pode ser acessada em https://telabrasil.cultura.gov.br/.
De acordo com o governo, o acesso público foi liberado após o evento de lançamento, às 12h do sábado (30).
Disponibilidade em dispositivos
No lançamento, a Tela Brasil está disponível apenas na versão web. Os aplicativos para Android e iOS devem ser lançados em até 30 dias. A plataforma também terá compatibilidade com Smart TVs, Google Chromecast e Apple TV, com a expectativa do governo de ampliar o alcance do conteúdo em múltiplos dispositivos.
A iniciativa é apresentada pelo governo como uma medida para democratizar o acesso ao audiovisual produzido no país, reunindo obras de diferentes épocas, gêneros e regiões brasileiras.


