Comerciantes relatam aumento nas vendas após lista de Ancelotti
Com a convocação de Neymar para a lista de 26 jogadores anunciada por Carlo Ancelotti em 18 de maio, comerciantes da Rua 25 de Março, em São Paulo, registram crescimento nas vendas de produtos relacionados à Copa do Mundo a poucos dias do início do torneio.
Vitrines e barracas da principal área do comércio popular da capital paulista aparecem tomadas por artigos em verde e amarelo, que, segundo os lojistas, passaram a ser mais procurados imediatamente após o anúncio da seleção. Um vendedor identificado como Kauan afirmou que as vendas de camisetas da seleção aumentaram significativamente assim que a presença do atacante foi confirmada.
Consumidores também demonstram maior disposição para compras. O empresário Fabiano Mota relatou ter comprado camisetas para toda a família na Rua 25 de Março e disse que está consumindo mais itens do que na Copa de 2022, citando a expectativa em torno do time.
Proprietário da Festas e Fantasias, Pierre Sfeir descreveu o movimento como “explosão” nas vendas e informou que o público passou a procurar os produtos já no dia seguinte à convocação. Ele espera que o fluxo de clientes se mantenha até 19 de julho.
O impacto do conflito no Oriente Médio sobre o preço do petróleo também é citado pelos comerciantes como fator de alta nos custos. Segundo relatos, parte do aumento recente nos valores — estimado em cerca de 15% em relação à Copa passada — decorre da valorização do petróleo, que encareceu insumos plásticos e elevou o preço do diesel, pressionando fretes e outros custos.
Entre os produtos mais vendidos, destacam-se kits populares e réplicas de camisas. Um kit com 12 itens, incluindo óculos, bandeira, corneta, confete, maquiagem e bastão inflável, é comercializado por R$ 47. Camisetas de réplica têm preços que variam de R$ 80 (primeira linha) a R$ 160 (camisa tailandesa) e R$ 320 (tailandesa modelo jogador). A camisa oficial de jogador chega a ser encontrada por cerca de R$ 750. Vuvuzelas são vendidas a partir de R$ 6.
O comércio da região também combina produtos da Copa com artigos para festa junina. A gerente de conta Valéria Guimarães disse ter aproveitado para comprar enfeites tanto para as comemorações juninas quanto para o Mundial, enquanto a psicóloga Leila Limp afirmou gastar entre R$ 100 e R$ 150 em itens para assistir aos jogos com família e amigos.
Vendedores notam diferença em relação a 2022, quando a Copa ocorreu em novembro e coincidiu com o período pós-eleição, o que influiu no comportamento de consumo. Neste ano, segundo a comerciante Vanessa Andrade, as vendas ganharam impulso nos dias que seguiram a publicação da lista de jogadores por Ancelotti.
TRANSMISSÃO: Band
Fonte: G1


