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sábado, junho 13, 2026

Como era a tecnologia quando o Brasil venceu a Copa do Mundo pela última vez

TRANSMISSÃO: Globo | Band

A tecnologia disponível ao público em 2002 era muito diferente da atual, quando a Seleção Brasileira volta a campo contra o Marrocos neste sábado (13) em busca do hexa. Naquele ano, acompanhar a Copa e trocar informações online exigia recursos mais simples: transmissões televisivas de qualidade inferior às atuais e conexões à internet muito lentas.

Na época do penta, a velocidade típica de acesso à internet no Brasil girava em torno de 56 kbps. Em comparação, a banda larga no país alcança hoje uma média de 221 Mbps, segundo levantamento da consultoria Ookla divulgado no início de maio. O acesso discado dependia da linha telefônica e era cobrado por pulsos elétricos, o que levava muitos usuários a preferir navegar durante a noite ou nos fins de semana, quando a rede sofria menos concorrência.

Computadores, sistemas e reprodução de música

Os computadores utilizavam monitores de tubo, a mesma tecnologia empregada nas televisões daquela época. Produtos considerados avançados, como o iPod e o PlayStation 2, já existiam, mas ainda não tinham ampla popularidade no Brasil. Ouvir música digitalmente também era diferente: a iTunes Store ainda não existia; o método comum era copiar faixas de CDs ou recorrer a serviços como Kazaa, e muitos usavam discman para audição portátil.

O Windows XP havia sido lançado um ano antes da Copa de 2002 e ficou marcado pelo papel de parede padrão com gramado verde e céu azul. Máquinas com 512 MB de memória RAM e 30 GB de armazenamento eram tidas como sofisticadas. O Windows XP manteve-se como sistema mais usado do mundo até 2012, quando foi ultrapassado pelo Windows 7, e atualmente o Windows 11 é o sistema Microsoft com maior número de usuários. No cenário global, o Android é a plataforma mais utilizada, presente em smartphones, tablets, computadores, relógios inteligentes e smart TVs.

Comunicação online e celulares

Antes da popularização de redes sociais e aplicativos de mensagens, a comunicação pela internet se dava por ferramentas como ICQ, mIRC e salas de bate-papo; também circulavam correntes de e-mail. Serviços que depois se tornaram populares no Brasil, como Orkut e Skype, ainda não existiam, e plataformas como Instagram, WhatsApp e X não faziam parte do cotidiano.

O ICQ chegou a somar cerca de 100 milhões de usuários em 2001, com cada pessoa usando um número de identificação para adicionar contatos. Ao longo dos anos, perdeu espaço para o MSN Messenger, que vinha pré-instalado em novos computadores da Microsoft e oferecia mais recursos.

No mercado de celulares, o Nokia 3310 dominava. Apelidado de “tijolão” por sua robustez, tinha tela monocromática de 1,5 polegada, teclas numéricas para digitar mensagens, quatro jogos — incluindo o clássico “snake” — e armazenamento de aproximadamente 1 KB. O aparelho vendeu 126 milhões de unidades e, pela popularidade, foi relançado em 2017 pela HMD Global. Outros telefones conhecidos surgiriam depois, como o Motorola V3, lançado dois anos mais tarde; antes dele, o modelo flip mais famoso era o StarTAC, lançado em 1996.

As diferenças tecnológicas entre 2002 e 2026 ilustram o salto em velocidade de conexão, capacidade dos dispositivos e formas de comunicação, transformando a maneira como torcedores acompanham uma Copa do Mundo.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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