Pentágono informa necessidade de US$ 80 bilhões para despesas relacionadas ao conflito com o Irã
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos comunicou a parlamentares que precisa de US$ 80 bilhões para custear a guerra contra o Irã e outras despesas militares, informou o Wall Street Journal. Segundo a reportagem, o valor foi apresentado pelo vice-secretário de Defesa, Stephen Feinberg, em conversas com legisladores norte-americanos.
O montante reportado é quase três vezes maior do que a estimativa divulgada pelo Pentágono em maio, de US$ 29 bilhões. A guerra com o Irã, iniciada em fevereiro, foi encerrada nesta semana após quase quatro meses de conflito, com acordo de paz assinado em 17 de junho pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian.
Parlamentares manifestaram preocupação com o custo total das operações e têm pressionado o governo a detalhar os gastos. Entre os receios citados estão o consumo de munições consideradas estratégicas para outras ações militares dos EUA.
De acordo com o jornal, lideranças do Pentágono já alertaram que os recursos estavam se esgotando e que, sem uma lei de gastos emergenciais aprovada pelo Congresso, o país poderia ficar desassistido ainda neste verão no Hemisfério Norte. O comunicado apontava que as Forças Armadas teriam de reduzir exercícios de treinamento e outras prioridades caso o financiamento não seja liberado.
O aumento dos gastos militares nos últimos meses foi atribuído a várias operações em curso, incluindo a captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e ataques a embarcações no oceano Pacífico em uma ação contra o tráfico de drogas.
Segundo o jornal, o Pentágono demonstrou confiança no plano que Feinberg apresentou aos parlamentares nas últimas conversas, realizadas paralelamente a reuniões do secretário de Defesa, Pete Hegseth, com senadores republicanos, nas quais Hegseth teria mencionado novos pedidos de financiamento. Caso o governo formalize o pedido suplementar, ele deve encontrar resistência: alguns congressistas já declararam que votarão contra.
Fonte: G1


