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sexta-feira, junho 12, 2026

Anthropic e OpenAI disputam mercado bilionário e preparam IPOs na corrida pela liderança em IA

TRANSMISSÃO: Globo

Disputa por supremacia em inteligência artificial se intensifica com movimentos para abrir capital

Anthropic e OpenAI aceleraram suas trajetórias rumo à bolsa, em um confronto que pode levá-las ao seleto grupo de empresas com valor de mercado superior a um trilhão de dólares. A Anthropic, criadora do assistente Claude, apresentou documentos à Securities and Exchange Commission (SEC) americanos para um IPO poucos dias após seu CEO, Dario Amodei, anunciar uma pausa no desenvolvimento de IA e alertar sobre o risco de perda de controle humano. A OpenAI, responsável pelo ChatGPT, divulgou sua intenção de estrear em Wall Street e protocolou a documentação uma semana depois.

O cenário financeiro favorece ambos: bolsas em alta e forte atenção ao setor de IA. Hoje a Anthropic é avaliada em US$ 965 bilhões, enquanto a OpenAI está em US$ 852 bilhões. Se concretizados os IPOs, as duas empresas poderiam se juntar a gigantes como Nvidia, Apple, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla. Para efeito de comparação, a Siemens — maior empresa da Alemanha — vale cerca de US$ 230 bilhões.

Consultoria Gartner estima que os gastos globais com inteligência artificial ultrapassarão US$ 2,5 trilhões já neste ano, com a maior parte do investimento direcionada à infraestrutura de IA, sobretudo data centers que fornecem o poder computacional necessário.

Até agora, as duas empresas captaram recursos via rodadas de investimento. Segundo o analista Harrison Rolfes, da PitchBook, a OpenAI já arrecadou US$ 185,9 bilhões desde sua fundação, enquanto a Anthropic captou US$ 126,8 bilhões. Rolfes avalia que a Anthropic tem a “melhor história para um IPO” e cita números projetados para 2026: receita estimada de cerca de US$ 47 bilhões para Anthropic, ante US$ 30 bilhões para a OpenAI.

O foco comercial também difere: a Anthropic concentra-se no mercado corporativo — mais de mil empresas já desembolsam mais de US$ 1 milhão por ano com seus serviços — enquanto a OpenAI domina o segmento de consumo com o ChatGPT, que registra mais de 900 milhões de usuários semanais, em sua maior parte gratuitos, o que traz desafios de monetização, segundo Rolfes.

A rivalidade inclui questões éticas e de segurança. Amodei deixou a OpenAI em 2021 por discordâncias sobre prioridades e posicionou a Anthropic como defensora de uma IA mais segura e regulada, impondo restrições ao uso militar do Claude. Essa postura levou o Pentágono a classificar a Anthropic como “risco de segurança na cadeia de fornecimento”. Em contrapartida, a OpenAI vem demonstrando interesse em fornecer software ao Pentágono.

Para o professor emérito Pedro Domingos, da Universidade de Washington, a disputa final envolve a criação de uma inteligência artificial geral (AGI): quem alcançá-la primeiro teria vantagem praticamente inatingível. Ainda assim, Rolfes ressalta que chegar primeiro não garante vitória comercial — a adoção em larga escala, a confiança do mercado e margens saudáveis serão determinantes.

A corrida pela liderança em IA segue em aberto, e especialistas destacam que a decisão sobre quem prevalecerá dependerá de qual tecnologia será adotada pelas principais empresas globais.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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