A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 7,1 bilhões em julho, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira (6). O resultado indica que, no mês, as exportações superaram as importações; quando ocorre o contrário, o saldo é deficitário. O superávit de julho cresceu 1% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo foi de US$ 7 bilhões.
O MDIC destacou também queda nas vendas do Brasil para os Estados Unidos: em junho, as exportações ao mercado norte-americano recuaram 5% na comparação anual, passando de US$ 3,8 bilhões para US$ 3,6 bilhões.
Contexto sobre tarifas aos EUA
O relatório recorda episódios recentes nas relações comerciais com os EUA. Em julho do ano passado, o governo de Donald Trump confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, após investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). A cobrança passou a valer em 22 de julho, mas não foi aplicada a mercadorias que já haviam saído do Brasil em direção aos EUA. O governo americano alegou que a tarifa poderia ser alterada ou suspensa caso o Brasil eliminasse as práticas apontadas. Parte das exportações brasileiras já enfrentava outras tarifas norte-americanas, especialmente nos setores de aço e alumínio.
Detalhes do mês
Segundo o MDIC, em julho:
- As exportações somaram US$ 34,119 bilhões, com aumento de 6,2% pela média diária.
- As importações totalizaram US$ 27,052 bilhões, com alta de 7,6% pela média diária.
Entre os principais produtos exportados em julho destacaram-se:
- Óleos brutos de petróleo: US$ 0,96 bilhões, alta de 23,8%;
- Soja: US$ 0,87 bilhões, aumento de 17,4%;
- Animais vivos (excluídos pescados e crustáceos): US$ 0,03 bilhões, alta de 29,9%;
- Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos): US$ 0,53 bilhão, crescimento de 63%;
- Carnes de aves e miudezas comestíveis: US$ 0,22 bilhões, alta de 31,8%.
Exportações por destino em julho:
- China: US$ 10,6 bilhões, alta de 8,6%;
- Mercosul: US$ 2,2 bilhões, queda de 0,4%;
- União Europeia: US$ 4,7 bilhões, alta de 3,9%;
- México: US$ 768 milhões, queda de 4,4%;
- Oriente Médio: US$ 1,3 bilhão, alta de 9,8%.
Acumulado do ano
No acumulado até julho, a balança comercial registrou superávit de US$ 49 bilhões, alta de 31,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo foi US$ 37,2 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 218,6 bilhões, com crescimento de 10,5% pela média diária, e as importações somaram US$ 169,5 bilhões, aumento de 5,5% pela média diária.


