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sexta-feira, outubro 30, 2026

Bradesco, Itaú e Santander aumentam juros do financiamento imobiliário; Caixa não se manifesta

Quem: Bradesco, Itaú Unibanco e Santander.

O quê: Reajuste nas taxas de financiamento imobiliário, com aumento das condições oferecidas aos clientes.

Quando: Novas tabelas começaram a valer entre segunda-feira, 26 de outubro de 2026, e sexta-feira, 30 de outubro de 2026.

Detalhes por banco

Bradesco: O banco atualizou suas taxas máximas de crédito imobiliário. A taxa principal passou de 11,99% + TR ao ano para 15% + TR; para clientes Private, a cobrança subiu de 11,70% + TR para 13,60% + TR. As novas condições tiveram início em 26 de outubro. Em comunicado a parceiros, o banco afirmou que a revisão foi motivada pelo “aumento verificado nas taxas de juros do mercado” e que as condições finais são negociadas individualmente, conforme perfil do cliente e operação.

Itaú Unibanco: A partir de 29 de outubro, o banco elevou a taxa mínima de financiamento imobiliário para 12,95% ao ano. Em comunicações a parceiros, o Itaú detalhou que as condições variam por perfil: no segmento Private, a taxa parte de 12,89% + TR; para não correntistas, pode chegar a 14,85% + TR. A instituição atribuiu o reajuste às oscilações recentes dos juros futuros e disse que a medida busca refletir o custo de captação e preservar a sustentabilidade das operações.

Santander: Operações que antes eram ofertadas a partir de 11,69% + TR passaram a ter taxas iniciais de 12,49% + TR a partir de 30 de outubro. O banco informou que acompanha os indicadores econômicos e ajusta periodicamente as condições de seus produtos de crédito.

Contexto e explicação

As três instituições justificaram, em notas ao g1, que os aumentos refletem a alta dos juros futuros. Como exemplo, os rendimentos dos títulos brasileiros com prazo de cinco anos passaram de 12,87% para 15,39% após as eleições, um avanço superior a 2,5 pontos percentuais. Juros futuros sintetizam expectativas de mercado sobre taxas nos próximos meses e podem subir mesmo com queda da Selic.

A Caixa Econômica Federal, que lidera as contratações para compra de imóveis, informou ao g1 que está em período de silêncio pré-balanço e, portanto, não se manifestou sobre eventual ajuste em suas taxas.

Comentários de especialista e recomendações

A advogada especialista em mercado imobiliário Daniele Akamine afirmou que os aumentos surpreendem diante da trajetória de queda da Selic, mas têm lógica para os bancos porque o financiamento imobiliário é de longo prazo e se baseia em juros futuros, que subiram após a eleição. Ela observou que o reajuste foi superior a 3 pontos percentuais ao ano para a maioria dos clientes, o que pode encarecer as parcelas e reduzir o valor financiável.

Akamine aconselhou consumidores a comparar simulações entre instituições, verificar o Custo Efetivo Total (CET) e o índice de correção do contrato (TR ou IPCA). Ela lembrou também que é importante avaliar o sistema de amortização (SAC ou Price), já que eles impactam o valor das parcelas e o total pago ao final do contrato.

Para mais informações, consulte a reportagem original no G1: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/30/financiamento-imobiliario-taxas.ghtml

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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