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segunda-feira, agosto 24, 2026

Casa Thomas Jefferson comemora dez anos do movimento de educação maker no Brasil

Casa Thomas Jefferson celebra uma década de implementação da cultura maker na educação brasileira, movimento que teve início em 2014 e se consolidou com a inauguração do primeiro makerspace oficial da instituição em 2016.

O projeto começou em 2014 com intercâmbios pedagógicos realizados em San Francisco e Washington, em uma parceria com o Departamento de Estado dos EUA e a rede Smithsonian. Essas ações preparatórias desembocaram, em 2016, na abertura do Thomas Maker, apontado pela instituição como o primeiro makerspace educacional bilíngue da América Latina.

Segundo a coordenadora do Thomas Maker, Soraya Lacerda, a iniciativa surgiu a partir de um convite do Departamento de Estado dos EUA para introduzir a cultura maker no Brasil. Na avaliação da coordenadora, a casa educacional precisou aprender na prática, ajustando métodos, experimentando e corrigindo rumos até chegar ao formato do makerspace que passou a integrar a estrutura pedagógica da instituição.

A proposta maker adotada pela Casa Thomas Jefferson privilegia o “aprender fazendo”: estimula criatividade, invenção e o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais. No modelo implementado, a experimentação — incluindo tentativas e erros — é vista como parte essencial do processo de ensino e aprendizagem, tornando as atividades mais dinâmicas e contextualizadas.

Ao longo desses dez anos, a Casa Thomas Jefferson também desenvolveu um programa de formação de professores, a Certificação de Educador Maker. O programa foi reconhecido em 2019 ao figurar entre os projetos vencedores do Desafio de Aprendizagem Criativa Brasil (DAC), que contou com apoio da Fundação Lemann e do MIT Media Lab. Os vencedores receberam um fellowship dos apoiadores para dar continuidade ao trabalho.

Atualmente, o Thomas Maker está instalado na unidade Asa Norte, em Brasília (DF). Além do espaço físico, a metodologia foi disseminada por outras unidades por meio dos chamados Maker Corners nos Resource Centers — locais equipados com ferramentas, materiais e professores formados para integrar atividades maker às aulas regulares.

A expansão dos Maker Corners transformou o que era um espaço específico em um movimento institucional, com a prática do “fazer” incorporada ao cotidiano escolar e acessível em diferentes contextos, níveis e disciplinas nas unidades da Casa Thomas Jefferson.

Fonte: Revistasoberana

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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