Rejeição ocorre em reunião após oposição dos representantes dos trabalhadores
Na mesma semana em que ocorreu a votação, a Volkswagen informou uma queda de 8,6% nas entregas do segundo trimestre — a maior retração registrada nos últimos quatro anos —, cenário que aumenta a pressão sobre a direção.
Analistas avaliam que o chamado “plano para o futuro” carece de medidas concretas. Especialistas do banco Jefferies afirmaram que não há indicação de progresso rumo a um acordo, enquanto analistas da Bernstein consideraram o plano repleto de ideias, porém pobre em iniciativas práticas. Entre as propostas destacadas por alguns analistas estão a redução da capacidade global de produção de 10 milhões para 9 milhões de veículos por ano e uma diminuição de até 50% no número de modelos oferecidos.
As mudanças propostas fariam parte de uma remodelação gradual do portfólio do grupo, que inclui marcas de grande volume, como Volkswagen e Škoda, além de Porsche e Lamborghini.
O maior sindicato industrial da Alemanha, IG Metall, promoveu protestos em unidades da Volkswagen em todo o país na quinta-feira e cobrou uma estratégia clara para garantir a produção no futuro. O conselho de trabalhadores exigiu que a empresa esclarecesse seus planos de redução de custos até o fim desta sexta-feira. O acordo trabalhista vigente limita greves, mas sindicatos ameaçaram ampliar os protestos caso a empresa tente revisar compromissos relativos à segurança no emprego.
Tanto representantes sindicais quanto a direção concordam sobre a dimensão dos desafios: as margens de lucro da Volkswagen caíram pela metade nos últimos cinco anos, pressionadas pela fraqueza do mercado chinês, pelos custos da eletrificação e por tarifas comerciais. O chanceler alemão Friedrich Merz prometeu implementar reformas para aumentar a competitividade do país.


