Redução da Selic
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, na quarta-feira (5), cortar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa de 14,25% para 14% ao ano. Trata-se do quarto corte consecutivo promovido pelo órgão responsável pela condução da política monetária.
O que é a Selic
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. A sigla corresponde a “Sistema Especial de Liquidação e de Custódia”, mas, na prática, a Selic indica os juros praticados nas operações entre bancos e funciona como referência para diversas taxas cobradas de consumidores e empresas.
Como a mudança impacta o crédito
Quando a Selic sobe, o custo do crédito aumenta. Juros mais altos tornam empréstimos mais caros, o que tende a reduzir o volume de financiamentos, investimentos e contratações, esfriando o consumo e contribuindo para conter a inflação. Por outro lado, quando a Selic cai, o crédito costuma ficar mais barato, o que estimula tomada de empréstimos, investimentos das empresas, geração de empregos e o consumo das famílias.
Efeitos práticos para o consumidor
A variação da Selic influencia diretamente produtos e serviços financeiros oferecidos ao público. Taxas de juros de cartões e empréstimos costumam acompanhar a direção da Selic, assim como os rendimentos de instrumentos de renda fixa indexados à taxa básica. Em contextos de redução da Selic, consumidores podem encontrar condições mais favoráveis para financiar compras ou renegociar dívidas; já em períodos de alta, o custo do crédito tende a aumentar.
Comunicação e orientação
O g1 Explica aborda semanalmente temas relacionados à economia, mercado financeiro e educação financeira, com o objetivo de mostrar como mudanças como a da Selic afetam o bolso das pessoas — nem sempre de forma imediata ou óbvia.
Fonte: G1


