Trajetória: do improviso ao negócio próprio
Juan Pablo Stäger começou a praticar malabarismo com materiais improvisados e, ao perceber a dificuldade de encontrar equipamentos adequados no mercado, passou a fabricar seus próprios acessórios. A experiência inicial era voltada para uso pessoal e para as aulas que ministrava, mas a procura por seus produtos cresceu espontaneamente.
Com a popularização do diabolô em diferentes países, a demanda aumentou e a produção foi ampliada após Juan se associar a um amigo. Na fase de maior movimento, a empresa chegou a ter 19 funcionários e registrou um faturamento anual próximo de R$ 2 milhões, com um catálogo que incluía pernas de pau, bolinhas, fitas e outros itens usados por artistas e praticantes do universo circense.
Queda e reestruturação
Quando a moda do diabolô perdeu força, as vendas caíram de forma rápida e a empresa ficou com um estoque elevado por anos, suficiente para mais de três anos de venda daquele produto específico. Após sair da sociedade, Juan decidiu reiniciar a operação por conta própria.
Com um investimento inicial de R$ 30 mil, ele voltou a desenhar e desenvolver equipamentos em casa, montando a produção em uma oficina no terraço do imóvel. Hoje, a fábrica oferece cerca de 80 produtos, com preços que variam de R$ 20 a R$ 2 mil, destinados tanto a profissionais quanto a iniciantes.
Modelo de negócio e impacto social
Uma escolha estratégica foi concentrar as vendas no comércio eletrônico. Juan afirma que a opção por operar digitalmente começou antes da pandemia, o que permitiu à empresa atravessar o período com logística e sistema de entregas já estruturados. A previsão é de crescimento de 20% em 2026.
Além do atendimento a artistas e escolas, parte das vendas em atacado abastece projetos sociais que utilizam o circo como ferramenta de transformação, como o Unicirco, no Rio de Janeiro. O coordenador Luiz Frota ressalta que o propósito e os sonhos das crianças são estímulos fundamentais no aprendizado das atividades circenses.
A história de Juan Pablo Stäger ilustra a transformação de uma prática pessoal em um negócio de nicho, com produção própria, vendas online e atuação também como fornecedor para iniciativas sociais em todo o país.
Fonte: G1


