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terça-feira, outubro 13, 2026

Estudantes franceses mantêm protestos por condições precárias nas escolas

Greta Thunberg participou, nesta terça-feira (13), de uma manifestação em frente ao Lycée Paul Eluard, em Saint-Denis, ao norte de Paris, enquanto estudantes em diversas cidades da França voltaram às ruas para reclamar das precárias condições das escolas.

O movimento, em sua quarta semana, exige medidas para combater a escassez de professores, a superlotação das salas e a degradação dos prédios. As ações em nível nacional envolvem marchas, bloqueios de centenas de estabelecimentos de ensino e, em episódios isolados, confrontos com forças policiais.

Alunos se reuniram nas primeiras horas em frente a colégios e liceus de Paris e de outras localidades, portando cartazes e megafones e entoando palavras de ordem. Novas marchas foram organizadas para o final do dia.

Em entrevista à Rádio França Internacional, o ministro da Educação, Edouard Geffray, afirmou que cerca de 200 escolas estavam fechadas. Geffray disse que parte desses fechamentos ocorreu por motivos de segurança, devido à localização de algumas unidades ao longo dos trajetos previstos para as manifestações.

Segundo a ativista sueca, os jovens franceses merecem apoio internacional e atenção às suas reivindicações. Thunberg declarou estar acompanhando os acontecimentos e afirmou que os estudantes se inspiram na mobilização por direitos básicos e por um futuro melhor.

Ela também criticou a atuação das autoridades, classificando a resposta policial como um sinal de proteção ao status quo e de desconsideração às demandas dos jovens.

Em incidentes distintos, unidades de policiamento de choque utilizaram gás lacrimogêneo e avançaram contra manifestantes, resultando, conforme relatos, em centenas de feridos e milhares de detidos. Na semana anterior, o governo anunciou a suspensão do uso de granadas de efeito moral após um adolescente ter perdido a mão.

Reações políticas foram divergentes: representantes de esquerda criticaram a atuação policial, enquanto a candidata presidencial de extrema-direita Marine Le Pen e aliados responsabilizaram manifestantes violentos pelos confrontos, apontando também os danos a escolas e os ferimentos de funcionários e agentes.

O movimento intensificou a sensação de insegurança e crise na França a seis meses da eleição presidencial, processo que pode levar ao primeiro governo de extrema-direita no país desde a Segunda Guerra Mundial, sob a liderança da Reunião Nacional, partido de Marine Le Pen.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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