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terça-feira, junho 16, 2026

17/12/2025: Privatização da Copasa é concluída em cerimônia na B3

Venda das ações foi formalizada em evento na bolsa de valores

O processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foi finalizado em cerimônia realizada na B3, em São Paulo. Na ocasião, as ações foram entregues aos compradores e o pagamento foi efetuado ao governo de Minas Gerais.

Foram negociados, no total, 171.113.881 papéis da estatal ao preço unitário de R$ 49,03, o que resulta em R$ 8,38 bilhões a serem depositados nos cofres do estado.

A Equatorial foi indicada como investidor de referência e se tornou a maior acionista, passando a deter 30% do capital social da companhia. O grupo adquiriu 114.075.921 ações, equivalentes a 66,67% da oferta, em um montante de R$ 5,59 bilhões. Um lote adicional de até 19.035.730 papéis poderia ter sido disponibilizado, mas não foi utilizado.

O Estado de Minas, que antes possuía 50,03% do capital social da Copasa — correspondente a 190.249.612 ações ordinárias — passou a deter 5,03%, ou 19.135.731 ações. Entre essas ações mantidas pelo poder público está uma golden share, ação preferencial de classe especial que confere ao Executivo estadual poder de veto sobre temas específicos, como mudança de denominação ou de sede da empresa.

A Perfin, que já integrava a base acionária, aumentou sua participação ao comprar 1.077.500 ações ordinárias, elevando sua fatia de 15,25% para 20,11%.

Investidores institucionais ficaram com 10,5% do capital social da Copasa, em uma movimentação financeira de R$ 1,96 bilhão. Investidores de varejo passaram a deter 4,5% do capital, com aplicação de R$ 838,9 milhões.

O pleito pela venda da companhia foi aprovado definitivamente pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 17 de dezembro de 2025 e sancionado pelo então governador Romeu Zema no dia 23 do mesmo mês. A privatização fazia parte do plano do governo, que alegava necessidade de modernização da empresa e atração de investimentos. Parlamentares contrários afirmaram que a desestatização poderia resultar em aumento de tarifas, precarização dos serviços e demissões.

A Copasa presta serviços de saneamento a 636 municípios mineiros. A legislação que viabilizou a operação determina que os recursos obtidos com a venda sejam destinados à amortização da dívida do estado com a União ou ao cumprimento de obrigações relacionadas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O texto também autoriza que parcela dos recursos seja aplicada em um fundo estadual de saneamento básico.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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