Casos recentes de hantavírus reacenderam a atenção internacional, porém autoridades e especialistas afirmam que o agente não apresenta potencial de disseminação semelhante ao da COVID-19.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a transmissão do hantavírus ocorre, predominantemente, pelo contato com secreções de roedores infectados. Ambientes com acúmulo de poeira contaminada são apontados como locais de maior risco de exposição.
Ao contrário de vírus respiratórios altamente transmissíveis, o hantavírus tem baixa probabilidade de propagação direta entre pessoas, conforme destacam especialistas consultados por órgãos de saúde. Por isso, os episódios identificados costumam ser isolados e relacionados a circunstâncias específicas.
Autoridades de saúde enfatizam que a circulação do vírus tende a se manifestar em locais com presença significativa de roedores, como determinadas áreas rurais ou espaços urbanos com falhas no controle sanitário. Nessas situações, os registros clínicos costumam ser pontuais e vinculados a fatores ambientais que favorecem o contato humano com excretas ou secreções dos animais.
Como medidas preventivas, profissionais de saúde orientam a população a evitar o ingresso e a permanência em ambientes fechados sem ventilação adequada, especialmente quando há suspeita de contaminação por fezes ou urina de roedores. Recomenda-se ainda o uso de equipamentos de proteção ao realizar limpezas em locais potencialmente contaminados e a manutenção regular de ações de controle sanitário para reduzir a presença de roedores.
Apesar do aumento da atenção sobre o tema em âmbito internacional, especialistas afirmam não haver indícios de que o hantavírus esteja prestes a desencadear uma nova crise sanitária global. O risco, segundo essas avaliações, permanece dentro dos padrões já conhecidos da doença, com ocorrência pontual e foco em medidas de prevenção e vigilância.
O acompanhamento contínuo por parte de serviços de saúde pública e a adoção das recomendações preventivas são apontados como formas eficazes de manter o risco sob controle e reduzir a ocorrência de novos casos.
Fonte: Revistasoberana


