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segunda-feira, junho 15, 2026

Setor suinícola alerta para impacto do fim da escala 6×1 e elevação de custos

A proposta de substituir a escala de trabalho 6×1 pela jornada 5×2 tem provocado apreensão entre produtores de suínos no Brasil. Segundo Losivanio Luiz de Lorenzi, presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), a alteração pode acarretar aumento significativo nos custos de produção.

De acordo com Lorenzi, a atividade suinícola demanda operação contínua, com monitoramento diário dos animais e manutenção permanente das estruturas produtivas. Nesse contexto, a adoção do modelo 5×2 poderá obrigar os empreendimentos a aumentar o quadro de funcionários para garantir a rotina de cuidados, o que elevaria despesas com salários e encargos trabalhistas.

Pressão sobre pequenos produtores e preços

Para produtores de menor porte, que já enfrentam margens reduzidas, a pressão sobre as finanças pode ser mais intensa. A ACCS alerta que a mudança na jornada tende a comprometer a competitividade dessas unidades, tornando a atividade menos viável para quem opera com recursos limitados.

Parte dos custos adicionais, segundo a associação, pode ser repassada ao consumidor final, gerando aumentos nos preços dos produtos de origem suína. Esse repasse teria repercussão na cadeia de proteínas animais e no orçamento das famílias, afetando o poder de compra.

Reflexos no mercado de trabalho

A discussão sobre a nova jornada também envolve impactos no mercado de trabalho. Embora a redução de dias úteis possa oferecer mais tempo livre para os trabalhadores, a elevação do custo de vida decorrente de possíveis reajustes de preços pode neutralizar essa vantagem.

Empresas do setor poderão buscar medidas para ajustar suas estruturas de custo, o que influenciaria decisões sobre contratações e políticas salariais. A ACCS ressalta a necessidade de levar em conta as especificidades da suinocultura quando se avaliam mudanças nas normas de trabalho.

Competitividade internacional

A associação manifesta preocupação com a capacidade do país de manter competitividade frente a mercados externos que adotam políticas mais favoráveis a investimentos. Fatores como tributação, legislação trabalhista e custos operacionais são apontados como determinantes para o desempenho e expansão do agronegócio brasileiro.

Enquanto o debate sobre a jornada de trabalho segue em curso, produtores, indústrias e trabalhadores acompanham os desdobramentos da proposta. A manutenção da sustentabilidade financeira das atividades e a preservação da competitividade do setor permanecem como pontos centrais nas discussões.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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