O sorgo vem ganhando espaço no agronegócio brasileiro e é apontado como uma alternativa estratégica na região do MATOPIBA — composta por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — em razão de sua adaptabilidade às mudanças climáticas e da demanda por sistemas agrícolas mais eficientes.
A importância da cultura foi tema do evento Momento Sorgo+, promovido pela Sementes Oilema em Barreiras (BA), que reuniu cerca de 200 participantes entre especialistas e produtores. No encontro foram debatidas tendências de mercado e os avanços genéticos do sorgo, com foco em sua aplicação prática nas propriedades rurais.
Resiliência ao estresse hídrico
Especialistas destacaram o papel do sorgo frente à intensificação de eventos climáticos extremos. O Dr. Flávio Dessaune, da Embrapa Milho e Sorgo, ressaltou a elevada capacidade da cultura de se adaptar e de resistir ao estresse hídrico, o que a torna uma opção viável em áreas que enfrentam irregularidade nas precipitações.
Essa característica permite aos agricultores manter níveis de produtividade mesmo em condições adversas, contribuindo para a segurança alimentar e para a rentabilidade das propriedades.
Expansão na segunda safra do MATOPIBA
A região do MATOPIBA tem se mostrado promissora para a expansão do sorgo, especialmente na segunda safra, quando as janelas de plantio costumam ter menor disponibilidade de água. Nesse cenário, a cultura aparece como alternativa que preserva a rentabilidade sem exigir as mesmas condições hídricas do milho.
Perspectivas de mercado
A expectativa entre especialistas é de crescimento da demanda por sorgo nos próximos anos. O cereal é visto como uma opção competitiva ao milho tanto para alimentação animal quanto para usos industriais, impulsionada pela busca por maior eficiência e sustentabilidade no setor agropecuário.
A expansão da produção de proteínas animais no país também sustenta a necessidade por grãos destinados a rações, reforçando o potencial do sorgo como insumo estratégico. A continuidade do avanço da cadeia depende, segundo os participantes do evento, de inovação e investimentos em pesquisa para consolidar a produção em escala.
Fonte: Uberlandianofoco


