O aumento de temperatura e a baixa umidade previstos para setembro elevam o risco de desidratação e desconforto tanto em pessoas quanto em animais de estimação. Regiões do Centro-Oeste, Sudeste, partes do Nordeste e algumas áreas do Norte podem registrar episódios de umidade relativa do ar reduzida, o que acelera a perda de líquidos e provoca irritação nas mucosas.
Impactos no corpo humano
Com a queda da umidade relativa do ar, a pele e as mucosas perdem água mais rapidamente, levando a ressecamento e incômodo respiratório. Sintomas comuns incluem pele ressecada e descamando; olhos vermelhos, coceira ou sensação de areia; nariz e garganta secos; coriza, espirros e tosse; agravamento de rinite, sinusite, asma e bronquite; além de sinais de desidratação. Crianças, idosos, gestantes, pessoas alérgicas e asmáticas exigem atenção especial nesses períodos.
Cuidados recomendados
A principal medida é manter a hidratação constante, sem esperar a sensação de sede. A lavagem nasal com soro fisiológico ajuda a umedecer as vias respiratórias; dúvidas sobre medicamentos nasais devem ser esclarecidas com um profissional de saúde. Em casa, reduzir poeira mantendo ambientes limpos, preferindo aspirador de pó e pano úmido, e evitar fumaça de cigarro, queimadas e produtos de limpeza muito fortes são ações importantes.
O uso de umidificador pode aumentar o conforto em ambientes muito secos; a faixa adequada da umidade relativa interna é de 40% a 60%. O aparelho requer higienização regular para evitar proliferação de microrganismos. Alternativas caseiras, como bacias com água e toalhas úmidas, têm efeito mais limitado e não devem deixar o ambiente excessivamente úmido. Evite o uso prolongado de equipamentos que ressequem o ar e ventile a casa quando as condições externas permitirem.
Proteção da pele, olhos e na prática de exercícios
Banhos devem ser rápidos e mornos, com aplicação de hidratante em seguida para proteger a pele. Colírios lubrificantes podem aliviar o ressecamento ocular; quem tem sintomas frequentes deve procurar orientação profissional antes de usar medicamentos. Em atividades físicas, evite exercícios intensos ao ar livre nos horários mais quentes e secos, leve água e fique atento a sinais como tontura, fraqueza e mal-estar.
Efeitos no comportamento e saúde dos pets
Animais domésticos também sofrem com a baixa umidade: mucosas ressecadas, irritação nos olhos, pele seca, coceira e agravamento de problemas respiratórios. Filhotes, animais idosos e pets com doenças respiratórias ou dermatológicas precisam de cuidados extras. Raças braquicefálicas como pug, buldogue francês, shih-tzu, boxer e gato persa merecem atenção redobrada.
Medidas para proteger os animais
Mantenha o ambiente onde o pet fica ventilado, limpo e livre de fumaça. Se usar umidificador, higienize-o regularmente, não o deixe muito próximo ao animal nem ligado continuamente sem necessidade, e evite mudanças bruscas de temperatura. Nos passeios, prefira horários mais amenos (início da manhã ou fim da tarde), verifique a temperatura do chão para evitar queimaduras nas patas, leve água e reduza a atividade quando houver poeira, fumaça ou calor excessivo. Nunca deixe o animal dentro de um carro em dias quentes.
Cuidados locais e sinais de alerta
Evite banhos excessivos em pets, use produtos específicos e seque adequadamente. Limpeza de olhos e focinho pode ser feita com gaze e soro fisiológico; não aplique medicamentos por conta própria. Coceira intensa, descamação ou vermelhidão devem ser avaliadas por um veterinário.
Procure atendimento médico se houver falta de ar, chiado no peito, tosse intensa ou persistente, febre ou sinais importantes de desidratação. Para animais, busque o veterinário em casos de dificuldade para respirar, respiração muito ofegante, tosse ou espirros persistentes, apatia, falta de apetite, coceira intensa, olhos muito vermelhos ou secreção abundante. Gengivas ou língua azuladas indicam emergência veterinária imediata.
Medidas simples — hidratação, limpeza dos ambientes, vacinação em dia, evitar fumaça e adaptar horários de exercícios e passeios — ajudam a reduzir os impactos do tempo seco. Em caso de sinais persistentes ou graves, procure orientação de um profissional de saúde ou de um médico-veterinário.
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