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sábado, setembro 26, 2026

Brasil vai preservar soberania financeira e geológica, diz ministro Durigan, e mantém abertura ao diálogo após tarifa dos EUA

Ministro afirma proteção da soberania e prontidão para negociar após tarifa dos EUA

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta quinta-feira (16) que o Brasil manterá sua soberania financeira e geológica e continuará disponível à diplomacia e às negociações, depois que os Estados Unidos confirmaram uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida norte-americana passa a vigorar em 22 de julho.

Durigan reiterou que o governo pretende proteger o sistema de pagamentos Pix — mencionado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, como um indicador central da soberania financeira — e defender recursos naturais e a democracia contra interferências externas consideradas indevidas. Segundo o ministro, a reação brasileira não será submissa, mas seguirá regras de proteção e diálogo.

O titular da Fazenda admitiu que setores específicos podem ser prejudicados pela nova tarifa, mas afirmou que a imposição do governo Trump não atingirá a economia nacional em seu conjunto. Ele garantiu que existem mecanismos prontos para proteger empresas e empregos e que, sob coordenação do ministro Márcio Elias Rosa, os segmentos afetados serão convocados para conversas. Durigan também citou a ampliação do Plano Brasil Soberano para apoiar quem for prejudicado pela medida dos EUA.

Os Estados Unidos anunciaram a sobretaxa após investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), com duração de um ano, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 — instrumento usado para apurar práticas comerciais consideradas prejudiciais ao país. O governo americano justificou o tarifaço apontando várias práticas brasileiras como injustificáveis e discriminatórias, que restringiriam a competitividade de produtores e exportadores norte-americanos.

Apesar da taxa adicional, a lista de itens abrangidos pela sobretaxa exclui diversos produtos, entre os quais carne bovina e café. O USTR relacionou argumentos como o tratamento dado ao Pix, alegações de corrupção, ações do Supremo Tribunal Federal contra empresas de tecnologia, práticas tarifárias brasileiras, proteção inadequada à propriedade intelectual, tarifas sobre o etanol e questões ligadas ao desmatamento.

O governo federal brasileiro classificou a decisão dos EUA como um “marco lastimável” nas relações bilaterais e informou que poderá acionar a Lei da Reciprocidade Econômica como resposta. Segundo o Planalto, as acusações apresentadas pelos americanos não se sustentam e o país buscou, ao longo do último ano, reverter a investigação para evitar a imposição das tarifas.

G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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