A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) analisa um estudo de viabilidade para incorporar o Anel Viário Ayrton Senna (LMG-749), em Uberlândia, ao contrato de concessão da Ecovias do Cerrado. O segmento tem cerca de 11,5 quilômetros e conecta as rodovias BR-050 e BR-365 no perímetro urbano da região norte da cidade.
Fase atual e prazos
O processo tramita na área de engenharia da ANTT, incluindo a Gerência de Engenharia e setores correlatos. A agência prevê uma definição sobre a viabilidade da inclusão até novembro de 2026, mas a decisão depende da conclusão das análises técnicas e da avaliação de outras áreas envolvidas.
Origem e pedido municipal
O Anel Viário está sob responsabilidade do Governo de Minas Gerais, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Em dezembro de 2025, a Prefeitura de Uberlândia solicitou formalmente que o trecho fosse transferido para a concessionária Ecovias do Cerrado.
O trecho em questão fica entre o viaduto Pascolina Felice, na BR-365, sentido Ituiutaba, e o viaduto de saída para Araguari, na BR-050. Caso a inclusão seja aprovada, as intervenções previstas incluem melhorias no pavimento, duplicação da via e a construção de novos entroncamentos.
Revisão contratual
O diretor-superintendente da Ecovias do Cerrado, Matheus Fernandes, informou em coletiva realizada na quarta-feira (19) que o Anel Viário faz parte da Revisão Quinquenal do contrato da concessionária. Segundo ele, o estudo está em fase inicial e envolve análise de tráfego e estudos de engenharia, com expectativa de conclusão ainda em 2026, quando será entregue à ANTT para decisão sobre eventual incorporação ao contrato.
Em dezembro de 2025 a prefeitura solicitou à ANTT a realização de um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para o Anel Viário. No início de 2026, a proposta municipal recebeu autorização da agência para o início imediato do estudo.
Avaliações complementares e próximos passos
Além da análise técnica de engenharia, a inclusão do trecho exigirá avaliações sob os aspectos financeiro e regulatório. Entre os itens em exame estão as formas de financiamento das obras e a possibilidade de aporte por parte da concessionária.
A autorização da ANTT para o estudo não implica que o Anel Viário já esteja incorporado ao contrato. Após as análises internas da agência, o processo seguirá para o Ministério dos Transportes e para o Tribunal de Contas da União (TCU) para validação e controle, retornando posteriormente à ANTT para prosseguimento antes da decisão final.
Fonte: Uberlandianofoco


