O governo brasileiro conduz conversas intensas com a União Europeia com o objetivo de mitigar perdas que podem atingir US$ 2 bilhões por ano no setor de proteína animal. A medida decorre de uma restrição adotada pelo bloco que altera o acesso de produtos de origem animal brasileiros ao mercado europeu e acendeu alerta no agronegócio.
O que aconteceu e quando
A tensão começou após a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal. A medida foi oficializada em 5 de junho e tem previsão de entrada em vigor em 3 de setembro. Entre as categorias afetadas estão carnes bovina, de frango, suína e equina, além de pescado, mel e tripas.
Negociações e mecanismos propostos
Em encontro realizado no contexto de um G7, representantes do Ministério da Agricultura do Brasil e da DG Santé da União Europeia dialogaram sobre a implementação de mecanismos de controle que assegurem o cumprimento das normas sanitárias europeias. O objetivo das tratativas é viabilizar condições que permitam a continuidade das exportações brasileiras ao bloco.
Impacto econômico estimado
Setores do agronegócio calculam que a restrição parcial ao mercado europeu pode provocar perdas de até US$ 2 bilhões por ano. A projeção considera não apenas a receita direta com vendas, mas também efeitos em toda a cadeia produtiva.
O sócio-diretor do Banco Fiscal, Pedro Schuch, ressaltou que a crise atinge além das exportações: afeta a demanda por insumos como ração e grãos, repercutindo na cadeia produtiva como um todo.
Cenário externo e importância do mercado europeu
O quadro de pressão sobre o comércio exterior brasileiro se amplia com aumentos tarifários em outros mercados e o surgimento de novas barreiras sanitárias. Mesmo com as dificuldades, a União Europeia segue entre os principais destinos das vendas brasileiras de proteína animal. Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 1 bilhão em carne bovina e cerca de US$ 762 milhões em carne de frango para o bloco.
A continuidade e o desfecho das negociações entre Brasília e Bruxelas serão determinantes para dimensionar o impacto real das restrições e o futuro das exportações brasileiras de proteína animal.
Fonte: Uberlandianofoco


