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sexta-feira, junho 19, 2026

Brasil tem 8,4 milhões de analfabetos em 2025, menor número desde 2016, diz IBGE

IBGE aponta queda do analfabetismo, mas ressalta desigualdades

O Brasil registrou 8,4 milhões de pessoas de 15 anos ou mais que não sabiam ler nem escrever em 2025, segundo a PNAD Contínua Educação divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (19). Esse contingente corresponde a uma taxa de analfabetismo de 4,9%, a menor desde o início da série histórica da pesquisa, em 2016, e a primeira vez em que o indicador fica abaixo de 5%.

Em comparação com 2024, quando a taxa foi de 5,3%, o país reduziu em cerca de 592 mil o número de analfabetos. No primeiro ano da série, 2016, o percentual era de 6,7%.

Desigualdades regionais

Os dados mostram forte concentração regional do analfabetismo. Mais da metade dos analfabetos está no Nordeste: 4,8 milhões, o que representa 57,4% do total nacional, e uma taxa regional de 10,6%, mais que o dobro da média do país. O Norte também apresenta taxa acima da média, com 5,7%. As menores taxas foram observadas no Sudeste (2,3%) e no Sul (2,4%); o Centro-Oeste registrou 3,3%.

Idade e gênero

O analfabetismo permanece mais concentrado entre pessoas idosas. Em 2025, quem tem 60 anos ou mais correspondia a 58% de todos os analfabetos, ou cerca de 4,8 milhões de pessoas, com taxa de 13,8% nesse grupo. Entre aqueles de 15 a 59 anos, a taxa foi de 2,6%. O IBGE observa que essa diferença reflete o maior acesso das gerações mais jovens à escola e aponta a necessidade de políticas para alfabetização de adultos e idosos.

Na faixa etária a partir de 60 anos, houve uma mudança inusitada: pela primeira vez a taxa entre mulheres (13,7%) ficou abaixo da dos homens (14,1%).

Desigualdades raciais e escolaridade

As diferenças por cor ou raça seguem expressivas. Entre pessoas de 15 anos ou mais, 2,8% dos brancos eram analfabetos em 2025, ante 6,5% entre pretos ou pardos. No grupo com 60 anos ou mais, a distância aumentou: 7,3% entre brancos e 20,6% entre pretos ou pardos.

Houve avanços no nível de escolaridade: pela primeira vez mais da metade das pessoas pretas ou pardas com 25 anos ou mais concluiu ao menos o ensino médio (51,3% em 2025). Entre brancos da mesma faixa, a proporção foi de 64,9%. No total da população com 25 anos ou mais, 57,4% tinham concluído ao menos o ensino médio, contra 46% em 2016. A proporção com ensino superior completo alcançou 21,4% em 2025.

Outros indicadores apontados pela pesquisa incluem: média de anos de estudo de 10,2 entre pessoas de 25 anos ou mais; 41,7% das crianças de 0 a 3 anos frequentando creche ou escola, abaixo da meta do Plano Nacional de Educação; e 96,1% das crianças de 6 a 14 anos na etapa ideal do ensino fundamental.

Entre jovens de 15 a 29 anos, a condição de não estudar, nem trabalhar nem se qualificar atingiu 17,5% em 2025, representando 8,2 milhões de pessoas, queda em relação a 2019 e a 2024. Em 2025, 24,8 milhões de pessoas com 14 anos ou mais frequentavam curso de qualificação profissional (14,2% desse grupo).

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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