A colheita da safrinha de milho 2026 segue em ritmo acelerado no país, com destaque para Mato Grosso, que apresenta produtividades superiores ao previsto. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até a última sexta-feira (12) foram colhidos 6,7% da área plantada, avanço frente aos 3% registrados na semana anterior.
O percentual atual ainda fica ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 7,3%, mas sinaliza progresso no cronograma de colheita. A situação das lavouras, porém, é desigual entre as unidades federativas, com performance positiva em Mato Grosso e perdas registradas em estados como Goiás e Minas Gerais.
Mato Grosso lidera avanço e tem rendimentos melhores que o esperado
Como principal produtor nacional da safrinha, Mato Grosso também lidera o ritmo de colheita: 13% da área no estado já foi colhida, segundo a Conab. Técnicos do órgão apontam que as produtividades observadas na região têm superado as expectativas iniciais, gerando otimismo quanto ao resultado da safra estadual.
O desempenho favorável em Mato Grosso é atribuído às condições climáticas locais e ao emprego de tecnologias mais avançadas pelos produtores. Essa combinação tem contribuído para rendimentos acima do previsto e é considerada relevante para compensar, em parte, perdas verificadas em outras localidades produtoras.
Goiás e Minas Gerais enfrentam prejuízos por falta de chuva
Em Goiás, as precipitações ocorridas recentemente não foram suficientes para reverter os prejuízos causados pela estiagem prolongada, resultando em reduções de produtividade em diversas regiões do estado. Em Minas Gerais, as áreas cultivadas em sequeiro foram as mais afetadas pela redução das chuvas, com comprometimento do enchimento dos grãos e queda do potencial produtivo das lavouras.
Com a colheita avançando e mais da metade das áreas já em fase de maturação, o setor acompanha com atenção os resultados que surgirão nas próximas semanas. A boa produtividade em Mato Grosso indica possibilidade de oferta robusta de milho no estado, enquanto as perdas em Goiás e Minas Gerais seguem sendo monitoradas por produtores e cooperativas.
Fonte: Uberlandianofoco


