Virginia Fonseca é alvo de uma apuração da Polícia Federal iniciada após a identificação, em documentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), de movimentações financeiras consideradas atípicas. Até o momento, a influenciadora e empresária não foi formalmente denunciada ou acusada de crime.
As autoridades buscam esclarecer a origem dos valores movimentados e apurar se há indícios de delitos fiscais, crimes financeiros ou lavagem de dinheiro. A investigação decorre de Relatórios de Inteligência Financeira que apontaram operações que demandam análise técnica mais aprofundada.
Foco nas operações da Talismã Digital
Entre os alvos da apuração está a Talismã Digital, empresa de mídia administrada por Virginia e pelo cantor Zé Felipe. Relatórios indicam que a companhia recebeu mais de R$ 22 milhões entre março e setembro do ano passado. Parte expressiva desses recursos foi transferida por meio de Pix a partir da empresa AMP Pay Marketing e Negócios.
O fluxo financeiro chamou a atenção de bancos em razão do porte tributário da remetente, que é optante do Simples Nacional — regime considerado incompatível com o volume de recursos movimentados. Além disso, a pequena estrutura física apontada para a AMP Pay levantou questionamentos sobre a capacidade operacional e financeira da empresa remetente.
Apreciação sobre a marca Wepink
Outro ponto sob escrutínio é a Wepink, marca de cosméticos fundada por Virginia em sociedade com outros empresários. A empresa declarou faturamento bilionário em 2025. Investigadores também observaram vínculos societários anteriores de alguns sócios com a marca Pink Lash, e a relação de um ex-sócio, apontado pelas autoridades como integrante de facção criminosa, motivou apurações sobre a estrutura e a origem dos negócios atuais.
O acompanhamento das operações financeiras teve início antes, durante os trabalhos da CPI das Bets no Senado Federal. Virginia prestou depoimento aos parlamentares, negou ganhos indevidos com jogos de azar e teve pedidos de documentos financeiros feitos pela comissão. O relatório que sugeria indiciamentos, incluindo o nome da influenciadora, foi rejeitado pelo Senado, o que encerrou os trabalhos da CPI sem punições diretas.
A assessoria jurídica de Virginia afirma que não houve prática ilegal, que todas as operações possuem comprovação documental e que as empresas atuam em conformidade com a legislação brasileira. Nas redes sociais, a influenciadora relatou desgaste emocional em razão da exposição pública e de ataques, citando episódio em um estádio de futebol no qual se sentiu acuada.
Fonte: Paranaibamais


