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terça-feira, junho 2, 2026

20/04/2026 — Estudo do Fed de Nova York aponta que trabalho remoto dificulta contratação de jovens recém-formados

Trabalho remoto reduz chances de emprego para recém-formados, diz pesquisa

Um estudo do Federal Reserve Bank de Nova York conclui que a ampliação do trabalho remoto desde a pandemia tornou empresas menos propensas a empregar jovens sem experiência, contribuindo para taxas de desemprego mais altas entre recém-formados em ocupações passíveis de realização à distância.

A pesquisa, liderada pela economista Natalia Emanuel, comparou profissões que podem ser desempenhadas remotamente — como desenvolvimento de software — com aquelas que exigem presença física, como enfermagem. Segundo o relatório, a taxa de desemprego entre jovens graduados em atividades “remotáveis” aumentou cerca de um ponto percentual ao comparar os períodos 2017–2019 e 2022–2024. Para trabalhadores mais velhos nessas mesmas ocupações (29 anos ou mais), a taxa caiu levemente, ampliando a diferença entre faixas etárias em funções remotas.

Em setores que exigem trabalho presencial, o estudo identificou pouca variação nas taxas de desemprego entre graduados mais jovens e mais velhos. Um padrão semelhante foi observado entre trabalhadores sem ensino superior, indica o levantamento.

Os autores atribuem a mudança ao desafio de treinar e orientar profissionais inexperientes à distância. O relatório afirma que o teletrabalho reduziu o incentivo das empresas a contratar jovens por dificultar o ensino de habilidades no ambiente de trabalho. De acordo com a pesquisa, empregadores tendem a evitar a contratação de recém-formados para equipes distribuídas porque a orientação remota é menos eficaz.

Ao examinar a exposição das ocupações à inteligência artificial, os pesquisadores concluíram que a tecnologia teve impacto limitado sobre o desemprego juvenil. O estudo observa que a deterioração no mercado para graduados começou antes da popularização de ferramentas de IA como o ChatGPT. Ainda assim, o avanço da IA alimenta preocupações públicas sobre futuro do trabalho em áreas de escritório.

Os dados do Fed de Nova York mostram que a taxa de desemprego entre graduados universitários com menos de 29 anos subiu 20% em relação ao período pré-pandemia, alcançando média de 3,7% entre 2022 e 2025. Entre graduados de 22 a 27 anos, o desemprego ficou em 5,8% no ano passado — o maior nível fora do período pandêmico desde 2012, segundo o relatório.

O estudo também analisou registros de uma empresa de tecnologia listada na Fortune 500. Quando os escritórios estavam fechados e o trabalho era predominantemente remoto, essa empresa contratou menos profissionais inexperientes e mais funcionários experientes. Após a reabertura dos escritórios, a contratação de jovens aumentou, mas a companhia continuou a privilegiar profissionais com mais experiência em equipes que mantiveram algum nível de trabalho remoto.

O documento reforça o cenário atual do mercado de trabalho, caracterizado por poucas contratações e poucas demissões: apesar das dispensas permanecerem baixas, quem perde o emprego tem encontrado mais dificuldade para retornar ao mercado.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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