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quinta-feira, abril 30, 2026

Incêndios elétricos em residências aumentam 32% em Minas e vítimas triplicam

Levantamento do Anuário Estatístico da Abracopel 2026 aponta que, somente em 2025, foram registrados 148 incêndios elétricos em residências de Minas Gerais, alta de 32% em relação às 112 ocorrências de 2024. No mesmo intervalo, o número de óbitos no estado subiu de uma para três pessoas.

No panorama nacional, os incêndios de origem elétrica cresceram 102% nos últimos cinco anos, passando de 606 para 1.304 casos em 2025. As mortes relacionadas a esse tipo de acidente aumentaram 28% no período, indo de 47 para 60 vítimas. As residências são o principal cenário dessas tragédias: 51 das 60 fatalidades ocorreram em ambiente doméstico.

O levantamento detalha as causas mais frequentes e os equipamentos mais envolvidos. Instalações elétricas inadequadas foram identificadas como a principal origem, com 706 registros e 33 óbitos em 2025. Entre os aparelhos que mais provocaram incidentes estão:

  • Ar-condicionado e ventiladores: 166 casos e 14 mortes;
  • Eletrodomésticos e eletrônicos: 113 ocorrências e três óbitos;
  • Tomadas: 20 registros e duas mortes;
  • Carregadores de celular: 19 incidentes e cinco vítimas fatais.

Casos recentes ilustram o impacto dos curtos-circuitos. Em fevereiro, um curto na rede elétrica destruiu os bens de uma família no bairro Residencial Integração, na zona leste de Uberlândia; as chamas atingiram uma casa em um lote com três residências, concentrando-se na moradia dos fundos, de três cômodos. Em março, um curto em um filtro de água iniciou um incêndio em um apartamento na rua Gaia, no bairro Granja Marileusa, também em Uberlândia; não houve vítimas, mas o prédio teve parte evacuada por causa da fumaça e o animal de estimação do imóvel foi resgatado por vizinhos.

Cemig faz alerta para evitar casos de incêndios elétricos

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) chama atenção para o risco associado ao uso de benjamins (Ts) e extensões para ligar vários equipamentos ao mesmo tempo, prática que pode provocar sobrecarga, aquecimento excessivo e curtos-circuitos. O perigo é maior quando adaptadores são usados em aparelhos de alta potência, como fritadeiras elétricas e ferros de passar, que demandam mais capacidade do que muitas instalações suportam.

A Cemig recomenda a instalação do Interruptor Diferencial Residual (IDR), que desliga automaticamente a energia ao detectar falhas; o equipamento é obrigatório por norma desde 1997 em locais como cozinhas e banheiros, mas está presente em apenas 47% das residências brasileiras. José Firmo do Carmo Júnior, gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, orienta ainda que aparelhos como chuveiros, micro-ondas e ar-condicionado tenham circuitos exclusivos para reduzir riscos.

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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